A questão de Arnav
Arnav andava calmamente ao lado de seu mestre, Paulo, nas
proximidades das cataratas do Niágara quando o jovem levantou uma
questão frustrante que o consumia por toda sua vida:
Senhor Paulo, fiz milhares de coisas que não queria para poder estar
aqui hoje observando essas águas, que vêm de longe, cair. Eu
sacrifiquei o meu tempo, minha imaginação, meu corpo, minha alma,
minhas emoções, minha sanidade física e mental em busca dos meus
sonhos, que são centenas e ainda não consegui realizar todos.
Eu sofri muito para conseguir estar aqui, Paulo, e sinto injusto que
algumas pessoas cheguem aqui com tanta facilidade. A minha vida se
parece com uma tecnologia antiga que é ultrapassada pela nova a cada
dia. Como eliminar essa angústia que me mastiga por dentro e enche
minha mente com o pensamento de que meu viver é mais difícil e
miserável que as dos que estão aqui?
- Arnav, essa angústia persistirá com tua pessoa até que entenda
que todos nós temos um caminho distinto a seguir; Que não importa
se o outro consegue as coisas mais facilmente, se é mais rico, se é
mais pobre, se é velho ou novo. O que importa é lutar por aquilo
que nos deixa feliz. Ou seja, buscar realizar nossos sonhos com
perseverança. Não olhe de mais para a rota alheia ou acabará se
desviando da sua, Arnav. Não se importe com o caminho dos outros e
somente siga o seu.
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