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Precordialgia

Meu coração tem centenas de furos. Minha mente, um medo profundo. Um medo do escuro que sempre pertenci Da solidão que sempre acompanhei. Do amor que talvez nunca terei. Meu coração tem centenas de furos. Meu corpo, uma dor profunda. Uma dor física que sufoca, enfraquece, Suprime, ataca e devora o meu ser. Meu coração tem centenas de furos. Meu ser, falta de luz, companhia, Espírito, desejo, vaidade, felicidade. Meu coração tem centenas de furos. Centenas de furos que eu não entendo Centenas de furos que ninguém entenderá. Centenas de furos no meu coração que atordoam minha mente Centenas de furos que...  Aaah! Meu coração tem centenas de furos. E dor é tudo que há. (Doug e Lilinha)

A questão de Arnav

 Arnav andava calmamente ao lado de seu mestre, Paulo, nas proximidades das cataratas do Niágara quando o jovem levantou uma questão frustrante que o consumia por toda sua vida: Senhor Paulo, fiz milhares de coisas que não queria para poder estar aqui hoje observando essas águas, que vêm de longe, cair. Eu sacrifiquei o meu tempo, minha imaginação, meu corpo, minha alma, minhas emoções, minha sanidade física e mental em busca dos meus sonhos, que são centenas e ainda não consegui realizar todos. Eu sofri muito para conseguir estar aqui, Paulo, e sinto injusto que algumas pessoas cheguem aqui com tanta facilidade. A minha vida se parece com uma tecnologia antiga que é ultrapassada pela nova a cada dia. Como eliminar essa angústia que me mastiga por dentro e enche minha mente com o pensamento de que meu viver é mais difícil e miserável que as dos que estão aqui? - Arnav, essa angústia persistirá com tua pessoa até que entenda que todos nós temos um caminho distinto a se...

À ti, Sonho.

Talvez Platão esteve certo.  Só se ama aquilo que não se tem, Pois perto de mim, tu és a amiga, Aquela que me droga de alegria e de emoções. Longe de mim, és o meu sonho, Aquela que imagino ao meu lado quando vou dormir, Que sinto a presença quando estou quieto, Que me leva à depressão, por um segundo, quando se despede.

Neste mundo

Ainda lembro quando Adão Colhia flores pra sonhar Com a mocinha do jardim Uma tal de Eva, sei lá. Naquele tempo que era bom Não tinha Escola nem PC Muito menos Freud ou Sr Jung Os jovens só brincavam de se ver Hoje só se nasce pra sofrer Não há mais moça pra sonhar Neste mundo louco de MCs, Pop e José de Alencar. Por: Doug Lourenço

We’re all under a spell

I’m out of my body I'm livin in a world The dead know well I'm sure this is underworld, I'm sure this is hell Spirits everywhere Magick is all around Father, you better prepare Luci is coming around The future I see The past he teaches Prepare for the worst He's tall, 1000 inches I'm out of my body I'm living in hell The future, I see We’re all under a spell I'm writting this poem To remember your cell Luci is not dead and We’re all under a spell. Composed by: Doug Lourenço Image credits: http://www.arcticphoto.co.uk/galler... CAN0408-16: Northern lights, the Aurora Borealis, over the taiga. Churchill, Manitoba, Canada.

Meditação de equilíbrio

Certa vez, um aprendiz das artes místicas perguntou ao seu mestre: “ Como eu paro de sentir emoções fortes de raiva, frustrações, sentimentos de inferioridade, vergonha e desprazer?” E o mestre, admirado pela busca do rapaz, respondeu: “ É impossível parar de sentir tais emoções e sentimentos, jovem. Tais coisas são inerentes à vida e são despertadas por ações externas que comprometem a nossa carne. No entanto, não deixe-os preencherem sua cabeça, pois assim como um animal selvagem vive no interior - e nunca próximo das suas extremidades (próximos da civilização) - da floresta, nós devemos viver no interior do espectro de sentimentos que temos e não em seus extremos. Nunca mais feliz que triste, nunca mais inferior que superior, mais raivoso que alegre; Devemos viver sempre em equilíbrio. Te ensinarei uma técnica para manter-se em equilíbrio quando alguns sentimentos começarem a oscilar mais alto que outros e você deverá repeti-lo toda vez que sentir mais rai...

O Sonho

O tempo está nublado como nunca se viu, na cidade de Petrolina, no sertão de Pernambuco. Por se situar no nordeste do Brasil, o senso comum diz que a cidade é quente, seca, desértica e pobre, mas ali havia alguém com o notebook ligado e um prato com pão e café com leite ao lado, um prato típico para a primeira refeição do dia, das classes baixas da região No notebook escrevia algo sobre como via o mundo e o que sentia, pois tinha lido em algum livro esotérico que escrever como se sente em determinadas situações ajuda a entender a si mesmo. Seu nome era Douglas, um estudante de computação que completou 20 anos no início do ano e é fã de música e café. Embora o prato que saboreava era típico, café era a bebida que mais gostava. Logo após vem a cachaça, o vinho, a cerveja, o chá e a vodka. - Acho que deve estar pensando em como sei tantas coisas sobre ele… Bom, manteremos em segredo até que eu me canse de esconder essa informação. - Ele vestia um casaco cinza ...